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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Barco à vela


Barco à vela barco à vela
Andas fugido do mar
Com medo da ventania
Ou temor de naufragar?

Trazes contigo a bonança
Sem ventos nem maresia
Recados do meu amor
Ou novas de fantasia?

Vou armar-te mosqueteiro
Ousado navegador
Consagrar-te à minha amada
Sem vela mas com motor.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sonhos


emoldurei o produto dos meus sonhos
para os pendurar na parede da verdade

agora sou livre para continuar a perseguir novos sonhos
diferentes molduras e mais sonhos ainda

até que a parede já não comporte mais sonhos encaixilhados
e tenha de construir novas paredes

sem descurar alicerces cofragens vigas e colunas
que a verdade precisa de ser bem segura
consolidada e resistente
para não deixar cair os sonhos nas ruas da amargura



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Viagem


escondes-te por detrás
da opacidade dos teus biombos de gestos
com palavras de letras
indiscreto como sou
vejo-te nua para além do poema
os insondáveis apuros
que das tuas janelas especulas
na luz de pálpebras reclusas da noite libertada
revelam-me horizontes de sonho
metamorfoseados do ontem
mas coabitados no hoje
para que amanhã sobrevivam
plenos de utopias inalcançáveis
onde a jornada é o fito e não a chegada